Fim de ano marca o fim de um ciclo e início de outro. E nesses ciclos ficam gravadas as mudanças que apresentamos por causa das experiências vividas nos últimos 365 dias somadas àquelas que tivemos nos anos anteriores. Um fato me marcou nesse fim de ano. As luzinhas de Natal que antes me enchiam de brilho e alegria não tiveram mais essa capacidade nesse dezembro. Foi um ano difícil. Pessoas que amo doentes. Filho de quatro patas que virou estrelinha. Outros filhos de quatro patas também com dificuldades de saúde. Para completar, meu olho não anda bem, está em tratamento e não sabemos como ele vai ficar. Imagino que tudo isso seja responsável por essa falta ânimo. E assim mais um ciclo se fecha. Espero que o próximo seja mais suave e traga mais esperança e força para enfrentar os desafios que nos aparecem. Pois é... Ciclos da vida.
"Pêsames". É esquisito ouvir. Dizem que perder quem amamos traz um buraco, uma lacuna. Isso não é o que sinto. Sinto a presença de uma ausência gritante. Não é material. A perda de quem amamos é um sentimento... setimento indescritível... não de dor, nem de perda, mas de passagem de um tempo irreparável, irrevogável, o mais abrupto tipo transição que podemos viver. Passam em nossa mente todos os momentos vividos... os bons e os não tão bons assim e tudo com a certeza de que eles jamais voltarão nem os risos nem as dores. E assim nos conformamos. Afinal, quem amamos não vai mais sentir dor. Não vai mais sofrer. Nesse momento, percebemos o quão esse sentimento de amor é muito maior do que tudo isso. O quanto o que sentimento supera a vida e a morte e a nossa própria existência.